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07.Abr..2016 Escrito por

A esposa do Presidente do Partido, Isaura Nyusi, afirma constituir desafio do Governo a criação de mais condições para o envolvimento da mulher moçambicana em todas áreas de actividade, com destaque para a de político-económica e social.

Ela fala hoje em Maputo, momentos após ter oferecido um enxoval ao primeiro bebé do dia, no âmbito da passagem do Dia da Mulher Moçambicana, que se celebra esta quinta-feira no país.

“Como mulheres, temos vários desafios mas queremos, também, nos consolidar na área económica, social e em muitas outras” disse a camarada Isaura Nyusi, adiantando que “hoje é um dia importante porque celebramos 45 anos da morte da Josina Machel”.

“Nesta visita ao Hospital Central de Maputo, felicitamos igualmente a mãe e o primeiro bebé pela data, assim como promovemos a importância deste dia”, acrescentou.

O dia 7 de Abril é comemorado em tributo à esposa do primeiro Presidente de Moçambique Independente, Josina Machel, que se destacou durante a Luta de Libertação.

“Queremos mulheres emponderadas em todas as áreas e, neste sentido, queremos sempre lutar pelas nossas vidas e construir um futuro em paz”, disse Isaura Nyusi, defendendo que o progresso deve ser a palavra-chave para mulher moçambicana.

Por sua vez, o camarada Carlos Agostinho do Rosário, falou da importância da paz no desenvolvimento da mulher, uma vez que se vive uma tensão político-militar entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição de Moçambique.

“Toda a população e as mulheres, em particular, devem estar unidas para que aqueles que usam as armas para desestabilizar o país as devolvam a quem é de direito”, apelou Do Rosário, para quem o principal desafio é desenvolver a economia do país de modo a se melhorar a vida das populações.

07.Abr..2016 Escrito por

Em Nampula, o partido diz estar satisfeita com o actual funcionamento das suas células, fruto do trabalho de acompanhamento sistemático que tem sido feito pelas brigadas provinciais, com vista a conferir o bom desempenho político do partido, bem como a consolidação da sua reinserção no seio do eleitorado.

Tal satisfação foi manifestada sábado, em conferência de imprensa, pela secretária do Comité Provincial para a Mobilização e Propaganda do partido no poder naquele ponto do país, Maria Lobo.

A dirigente da Frelimo explicou que do trabalho feito pelas brigadas conclui-se que, em termos gerais, os órgãos de base, nomeadamente as células, estão a funcionar bem.

“Isso deixa-nos satisfeitos, pois só assim é que podemos dinamizar o nosso partido na nossa província, onde temos o grande desafio de vencer os próximos pleitos eleitorais”, enfatizou Maria Lobo.

Acrescentou que com a monitoria e assistência sistemática às células, através de deslocações de brigadas provinciais aos distritos, os órgãos de base já percebem que o seu desempenho político positivo passa também pela realização de reuniões de auscultação e debates, bem como a prestação de contas.

Maria Lobo informou que as referidas brigadas não só fizeram a monitoria e apoio às células como também desenvolveram um trabalho de sensibilização das comunidades, no sentido de aproveitarem a segunda época da produção agrícola, particularmente nos distritos em que na primeira época algumas culturas foram perdidas.

Para fazer face à situação, disse, a população deverá concentrar as suas atenções nas zonas baixas, bem como naquelas onde já foram construídas algumas represas de pequena e média dimensões para a irrigação dos campos.

Nos vários encontros realizados, a população pediu ao líder da Renamo para que ordene imediatamente aos seus homens armados para pararem de realizar ataques na região centro do país.

04.Abr..2016 Escrito por

Semana finda, a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) na província da Zambézia lançou um veemente apelo à Renamo e ao seu líder, para que deponham as armas e respeitem o Acordo de Cessação das Hostilidades Militares rubricado em Setembro de 2014, a bem da paz no país.

Irene Beira, secretária província da organização, disse que o país está cansado da guerra e pediu aos homens armados da Renamo para que poupem a vida de civis e abracem o caminho da paz e reconciliação entre os homens.

“Nós não queremos guerra no nosso país. Somos amantes da paz e pedimos à Renamo e ao seu líder, Afonso Dhlakama, para que parem com a chacina ao longo da EN-1 e para que abracem a paz como condição para o desenvolvimento”, frisou a secretária da OMM.

04.Abr..2016 Escrito por

Em todo o país estão a ser levadas a cabo manifestações de repúdio ao clima de tensão político-militar, ao mesmo tempo que se multiplicam apelos tendentes ao diálogo com vista à consolidação da paz.

A instabilidade torna-se aguda quando homens armados confirmados da Renamo emboscam as Forças de Defesa e Segurança (FDS), atacam alvos civis, principalmente ao longo da Estrada Nacional-1, impedindo a livre circulação de pessoas e bens.

Semana finda, o Secretário-Geral da Frelimo, Eliseu Machava, trabalhou na província de Cabo Delgado, reunindo-se com militantes e membros do seu partido e com a população no geral, a quem pediu muita vigilância contra movimentos estranhos e denúncia às autoridades em relação aos que agem no sentido de pôr em causa a lei, a ordem e segurança públicas.

Eliseu Machava defende durante o périplo pela província de Cabo Delgado que os autores da tensão política que se vive no país, caracterizada por disparos contra viaturas e pessoas, sobretudo na região centro do país, são, nomeadamente, a Renamo e o seu líder, Afonso Dhlakama, e estranhou que haja figuras que fingem não saber quem protagoniza tais actos, considerando tal comportamento de cobardia.

De acordo com Machava, os moçambicanos precisam de ficar unidos e condenar estes actos, que podem levar o país ao abismo, numa altura em que acabam de ser descobertas quantidades incalculáveis de recursos naturais.

Falando à população de Pemba, Machava sossegou os presentes dizendo que as hostilidades vão ter fim.

“Há pessoas que quando ouvem que a Renamo escavou estrada ou matou pessoas reagem dizendo que os dois devem sentar à mesa do diálogo, conversar para acabar o problema. Mas sabem quem destruiu e não condenam esta atitude. Este tipo de comportamento de alguns cidadãos chama-se cobardia e não ébom” – lamentou Machava.

Falando a jornalistas, Machava disse que foi a Cabo Delgado com uma mensagem de reforço da unidade nacional, da cultura de paz, da necessidade de trabalhar para a produção de riqueza e participação activa dos militantes. Disse, por outro lado, que a população deve aumentar a vigilância nas comunidades, alegadamente porque pode haver gente a criar dificuldades ao desenvolvimento.

“Temos estado a descobrir muitos recursos naturais, e há gente estrangeira que pode vir com a desculpa de que vem investir, mas que ao invés de nos ajudar e procurar soluções, vai-nos criar dificuldades semeando a divisão, preguiça e distanciamento entre moçambicanos. Devemos, por isso, ver aqueles que efectivamente querem trabalhar connosco e os que vêm nos destruir” – referiu Eliseu Machava.

Acrescentou ainda que há pessoas que podem aproveitar-se da divisão dos moçambicanos, para retirar as riquezas. Referiu que há muitos recursos que foram descobertos, incluindo minerais em Cabo Delgado, e “quando éassim podemos ter muitos inimigos, que podem espalhar confusão entre nós para aproveitar pilhar as nossas riquezas. Temos de saber quem são de facto os nossos amigos”. 

01.Abr..2016 Escrito por

O secretário-geral da Frelimo, Eliseu Machava, manifestou-se ontem contra aqueles que ape­nas criticam o Governo no que concerne à falta de diálogo pela paz, e não Renamo, que, na sua opinião, é que está a desestabili­zar o país.

O camarada SG falava à sua chegada à cidade de Pemba, onde iniciou uma visita de trabalho de quatro dias à província de Cabo Delga­do, com o objectivo de orientar os órgãos locais da Frelimo e os militantes do partido, em geral, para dinamizarem as suas acções com vista a garantir o cumpri­mento das metas políticas.

“Neste momento, estamos com problema de disparos. Matam pessoas, estão a estragar a estra­da que construímos, e sabemos que é a Renamo. Entretanto, po­demos ouvir alguém que, ao in­vés de criticar este partido” pelas suas acções, diz “as duas partes deviam ver a situação”, disse, e em jeito retórico questionou: “Será que não está a ver quem está a criar problema? Por que não aconselha a pessoa?”, ques­tionou, classificando este tipo de actos de “cobardia”.

01.Abr..2016 Escrito por

A Assembleia da República (AR), rejeitou esta quinta-feira em Maputo, a moção de censura das informações do Executivo prestadas durante a última sessão de ‘perguntas ao Governo’ havida no início do corrente mês.

Com 137 votos contra e 88 a favor (225 deputados presentes), a moção, movida pela bancada parlamentar da Renamo, visava reprovar as informações que o Executivo prestou ao país, através da AR.

Na declaração do voto contra a moção, o deputado da bancada parlamentar da Frelimo, partido no poder, Hélder Injojo, afirmou que o objectivo do projecto de moção da Renamo é entreter aos parlamentares para desviarem-se de assuntos sérios do país.

Injojo afirmou ainda que os deputados da AR congratulam o Executivo pela informação prestada durante a sessão de ‘perguntas ao Governo’, vincado que a moção “é um mero oportunismo político”.

31.Mar..2016 Escrito por

A Comissão Política da Frelimo considerou hoje como actos de desestabilização os ataques da Renamo no centro do país, exortando a população a manter-se calma.

A Comissão Política condena a contínua acção de desestabilização da Renamo e do seu líder e encoraja as diferentes forças da sociedade, incluindo partidos políticos, a continuarem com a multiplicação das suas iniciativas de condenação aos actos protagonizados pelos homens armados deste grupo que resultam na perda de vidas humanas e destruição de infraestruturas públicas e privadas", diz um comunicado da CP.

A Comissão Política exorta o povo moçambicano a manter-se calmo e vigilante face aos desafios que esta situação político- militar coloca à agenda nacional de combate à pobreza rumo ao progresso.

O camarada Presidente Filipe Nyusi tem reiterado a sua disponibilidade para o diálogo visando manter a paz no país.

31.Mar..2016

A Assembleia da República (AR), aprovou hoje, na generalidade, a lei que cria três novos distritos, nomeadamente Chongoene, Limpopo e Mapai, na província meridional de Gaza.

A aplicação desta lei terá um impacto adicional ao Orçamento do Estado de cerca de 598 milhões de meticais (um dólar equivale a cerca de 50 meticais, ao câmbio do dia) a serem repartidos por três anos a contar a partir de 2017.

A aprovação da criação destes novos distritos não foi consensual, pelo que dos 224 deputados presentes (de um total de 250 assentos na AR) 148 votaram à favor, e 76 contra.

Falando durante a apresentação da proposta, a ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, explicou que a criação dos três distritos vai reforçar a presença do Estado a nível local, tornando a administração do território mais efectiva. A medida incentivará ainda formas de resolver localmente problemas das comunidades.

Namashulua explicou ainda que a criação dos novos distritos visa aproximar os serviços administrativos ao cidadão, encurtando as distâncias que são percorridas para o efeito.

“A organização territorial é de fundamental importância para o funcionamento efectivo dos órgãos do Estado e para uma acção governativa mais participativa”, disse.

No entanto, na declaração do voto a favor, o deputado da bancada parlamentar da Frelimo, Gonçalves Maceda, disse que das consultas públicas realizadas, as populações abrangidas concordaram com a proposta da criação de novos distritos.

Maceda frisou que a aprovação da proposta concorre para a melhoria da gestão territorial e assistência às comunidades, impulsionando o combate a pobreza.

Dos três novos distritos, ora criados, Limpopo tem uma área de cerca de 2.098 quilómetros quadrados, Chongoene 2.143, e Mapai 10.398 quilómetros quadrados.

De acordo com o Parecer da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da AR, os três distritos têm potencial para a produção e fornecimento de bens e serviços essenciais, ao nível de educação, saúde, rede comercial, água, energia.

31.Mar..2016

A promoção da paz e consolidação da unidade nacional como valores patrióticos é da responsabilidade de todos os moçambicanos e não somente do Governo.

Esta é a súmula do debate do tema sobre “O papel da comunicação social na consolidação da paz e unidade nacional” havido quarta-feira (30) em Maputo, promovido pela Sociedade do Notícias, SA, no quadro das comemorações dos 90 anos da fundação do jornal “Notícias”, que se assinalam no dia 15 de Abril.

Na introdução do tema, Manuel Tomé, que a nível político já foi chefe da bancada parlamentar do partido Frelimo na Assembleia da República, felicitou o “Notícias” pelos 90 anos da sua fundação, a 15 de Abril de 1926, e considerou a palestra e o subsequente debate um momento de produção de ideias para a dinamização do processo de consolidação da unidade nacional.

Afirmou que os futuros jornalistas, em particular, e os profissionais da comunicação social, no geral, devem estar munidos, na realização do seu trabalho, de quatro instrumentos fundamentais, nomeadamente a Constituição da República, a Lei de Imprensa, a Lei do Direito à Informação e o Código de Ética e Deontologia Profissional do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) e que a informação em seu poder deve ser processada com rigor, profissionalismo e intenção, ouvidas todas as partes envolvidas antes da sua publicação.

Referiu que a Lei de Imprensa define como uma das missões da comunicação social a participação no processo de consolidação da unidade nacional e elevação do nível de consciência social dos cidadãos (cidadania), sublinhando que se trata do esteio da nação, cuja edificação ainda não terminou.

A unidade nacional, referiu, foi a primeira grande conquista dos moçambicanos, alcançada antes da proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975, com mérito na fundação do movimento de libertação nacional, a Frente de Libertação de Moçambique, cujos objectivos políticos eram comuns mas agregando diferentes filosofias no seu seio.

Segundo Manuel Tomé, que confessou ter conhecimento resultante não da sua participação directa na luta de libertação nacional, mas adquirido com intensidade a partir dos anos 74-75, foi preciso um grande trabalho dentro do movimento para que as pessoas que o integravam pudessem se manter unidas.

Indicou que a grande virtude de todo este processo foi que essas pessoas, oriundas de diferentes partes do país, assimilaram e uniram-se em torno dos objectivos do movimento em várias frentes, incluindo a componente da produção.

A crítica e auto-crítica foram importantes, não só para o crescimento da organização (Frente de Libertação de Moçambique) mas também para o combate a factores negativos como o tribalismo, regionalismo e o racismo. Manuel Tomé disse que a crítica na Frente de Libertação de Moçambique era feita de forma aberta e por vezes duma maneira muito dura.

“O que eu sinto (neste momento) é que as acções visando fortalecer a unidade nacional, combate ao regionalismo e tribalismo foram reduzindo à medida que o país foi-se tornando complexo”, afirmou.

Tomé citou alguns documentos importantes produzidos no pós-independência, que exaltavam a importância da unidade nacional. É disso exemplo a brochura “Consolidemos aquilo que nos une”, na qual o falecido Presidente Samora Machel fazia uma abordagem sobre a unidade nacional, afirmando que não existia uma nação de hindus, de muçulmanos, de mulatos, mas sim de moçambicanos.

Disse que na discussão das teses ao V Congresso do partido Frelimo, em 1988, a questão da unidade nacional foi mais uma vez sublinhada e vincado o papel da comunicação social na denúncia de actos negativos. Na sua opinião, hoje os profissionais da comunicação social devem realizar um trabalho de qualidade, pesquisando e investigando os assuntos a serem publicados, de modo a contribuírem para o desenvolvimento do país.

Os jornalistas, sublinhou, devem denunciar actos que atentam à pátria, à unidade nacional e concorrem para a violação da lei. Devem publicar o que pensam, dentro dos limites estabelecidos pela lei, criticando sem medo.

Respondendo a uma questão levantada na circunstância por um estudante sobre a institucionalização da censura, Manuel Tomé disse não ter conhecido, de 1975 a esta parte, nenhum gabinete de censura prévia. Sobre a necessidade de se primar por um jornalismo investigativo, e num reparo a um comentário feito na ocasião também por um estudante, disse que as consequências de tal prática ou procedimento podem ser benéficas se esse jornalismo for feito com o necessário rigor e profissionalismo.

“Devemos evitar um jornalismo que viola a Constituição. Não devemos dar cobertura a coisas erradas, que não dignificam o jornalismo. Temos de nos habituar ao rigor”, defendeu.

Entretanto, Manuel Tomé afirmou que um jornalista não deve ser impedido de ter uma ideologia.

30.Mar..2016

O Primeiro Secretário da Frelimo em Sofala, Paulo Majacunene, realizou na cidade da Beira, uma visita de trabalho destinada à reactivação das estruturas de base do partido, escalando, sucessivamente, os círculos de Chôta, Manga-Loforte, Inhamízua e Nhangau.

Além deste processo, Majacunene solidarizou-se com as famílias das vítimas das últimas inundações, que deixaram luto e destruições na urbe.

Neste âmbito, o dirigente da Frelimo em Sofala alertou aos pais e/ou encarregados de educação no sentido de cuidarem das crianças, não as deixando brincar nos charcos e valas de drenagem, para evitar doenças.

O dirigente partidário em Sofala advertiu também aos construtores de obras públicas a cuidarem das valas de drenagem, para evitar mais danos humanos e multiplicação do mosquito anófeles, principal vector de transmissão da malária e a maior causa de internamentos de pacientes nas nossas unidades sanitárias.

A prevenção de outras doenças, como a diarreia e a cólera, constam igualmente do rol das mensagens que Paulo Majacunene está a transmitir aos moradores da cidade da Beira.

Numa altura em que o país vive um ambiente de tensão político-militar, o primeiro-secretário do Partido Frelimo em Sofala mostrou-se profundamente preocupado com a perda de vidas humanas e com a deslocação da população das áreas de produção para zonas seguras.

Reafirmou, todavia, a disponibilidade do Presidente da República, Filipe Nyusi, para um diálogo sem pré-condições com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, com vista ao restabelecimento da paz em Moçambique.

Sofala é a província mais afectada pelas acções violentas da Renamo no país, sobretudo os distritos de Chibabava, Gorongosa, Marínguè e Caia, com frequentes nos troços Muxúnguè-Save e Nhamapadza-Caia, ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN-1).

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